Nossa História

De uma tragédia nasceu uma lei.
De uma lei nasceu uma missão.

Henry Borel

Henry

Henry Borel tinha 4 anos. Olhos curiosos, sorriso fácil, a vida inteira pela frente. Em março de 2021, Henry foi vítima de violência doméstica. Sua morte chocou o Brasil e expôs uma realidade que muitos preferiam não ver: a de milhares de crianças que sofrem violência dentro de suas próprias casas, pelas mãos de quem deveria protegê-las.

A Dor que Virou Lei

Leniel Borel, pai do Henry, recusou-se a deixar que a morte de seu filho fosse apenas mais uma estatística. Com a dor de um pai e a determinação de um cidadão, Leniel reuniu 590 mil assinaturas e lutou no Congresso Nacional pela criação de uma lei que protegesse todas as crianças do Brasil.

Em 24 de maio de 2022, foi sancionada a Lei nº 14.344 — a Lei Henry Borel. A lei criou mecanismos de prevenção e enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes, tornando o homicídio de menores de 14 anos crime hediondo e determinando o afastamento imediato do agressor.

É a Lei Maria da Penha das crianças.

Leniel Borel no Senado

Da Lei à Ação

Uma lei no papel não salva vidas sozinha. Em outubro de 2022, Leniel fundou a Instituto Henry Borel — para garantir que a lei se tornasse prática. Que famílias tivessem orientação jurídica. Que crianças recebessem apoio psicológico. Que denúncias fossem ouvidas e encaminhadas.

Hoje, o Instituto tem sede própria no Rio de Janeiro, equipe multidisciplinar de profissionais, e já realizou mais de 2.000 atendimentos.

Sede do Instituto Henry Borel

O Legado em Construção

Em 2022, Leniel recebeu o Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo e da Firjan. Em 2024, foi eleito vereador do Rio de Janeiro — o 8º mais votado da cidade, com 34.359 votos — para continuar a luta pelos direitos das crianças no legislativo municipal.

A marca Henry Borel já inspira políticas públicas em outros estados: no Maranhão, a Assembleia Legislativa aprovou a criação da Patrulha Henry Borel, uma patrulha especializada na proteção de crianças vítimas de violência.

A história do Henry não terminou. Ela continua em cada criança que protegemos.

Você pode fazer parte dessa história.